21 março 2007

Dia de Poesia

São tão breves os nossos encontros,
Olhos fugidios e dedos enervados,
Desejos contidos, vontade embargada.

És mais natural quando distante,
Libertas-te e as tuas palavras saem,
És, nessas alturas, o melhor amante,
Despido dos receios que se esvaem.
Mas logo os meus medos me dominam,
Ciumentos do ardor com que me falas,
Vestem-se de moralismo e preconceitos,
Afogam os sentimentos que tu calas.
Esgotam-se-me todas as palavras,
Ou eu não encontro as mais certas,
Para escrever o quanto eu te quero,
Para demonstrar o desespero,
Dos dias tristes em que não me apertas,
Nos teus quentes braços com esmero.
São tantos, infelizmente, esses dias,
E tão grande o sofrimento que provocam,
É tanta a angústia e dor que me evocam,
Por não poder partilhar-te as alegrias.
Procuro outras palavras que te falem,
Sintagmas que conjuguem este amor,
Sinónimos deste sentir amargurado,
Letras que ao que sinto dêem cor.
É tão grande a vontade de te ter,
É tão forte o desejo de te abraçar,
Tão louco o anseio de te amar,
Tão doloroso o receio de te perder.
Vivo deste modo por entre dias,
Uns de alegria por ser igual,
Esta forma alucinada de querer,
Sem ver nesse desejo qualquer mal,
Outros são escuros e sombrios,
Não terei vontade de vencer os desafios?
Serei alguém com espitito derrotista?
arranjam-se mil e uma desculpas,
Não se encara a realidade
E eu duvido que o teu amor seja verdade.

4 comentários:

Miguel disse...

Terei mesmo de "arrumar a viola no saco" e ir cantar para outro lado?!?

Abominavel (made in Spain) disse...

Amor de amantes que prejuzgan por prohibido,
aquel que late de un instante, que vive de un suspiro.
Amor que desafía a la vida por no tener su destino,
amor que en el silencio te extraña, al no tenerte al lado mío.
Amor que fluye en la sangre, que vibra con solo verte,
sabe que tus ojos no me engañan son tus labios los que mienten.
Amor que dilata al presente y consume el futuro inerte,
solo vive porque te ama y muere porque te siente.
Si la vida me regala solo segundos de tus besos,
solo un corto tiempo del destino,
bastara una mirada cómplice del alma,
para unir nuestros cuerpos, en este huracán prohibido.
Cuerpos que sin culpa se sienten libres, sin culpa te siento mío...
sentimiento que nace cuando estas a mi lado,
que vive al fundirte conmigo.
Perdóname por hoy, mi dulce amante,
debo vagar en este mundo a mar abierto,
lejos de tu vida, lejos de tus besos,
solo por amarte y no morir en el deseo.
Prométeme mi fiel amante, que me llevarás en secreto,
me sentirás en tu piel, en tu sangre,
me mantendrás viva en tu cuerpo.
Solo en la distancia intentaré olvidarte, por no tenerte por completo, por no aceptar compartirte,
por desearte a cada momento.
Pero no creas esta mentira,
que solo finge un simple y corto tiempo,
porque tu sabes que te llevo en corazón y alma,
sellado a mi vida, fundido a mi cuerpo.

Fred disse...

Dpois de ver como esses esses olhos azuis ficam com estes dias de sol compreendo todas as dedicatórias. rapariga, serão só os olhos azuis os responsaveis !?!
A verdade é k a proeza ja vai longe, com direito a declaração em espanhol e tudo...

Clara disse...

Ai Tita, Tita....Sem palavras !