26 maio 2007

Esclarecimento

Tal como prometido aqui está o, primeiro, post sobre essas duas grandes entidades, o ciúme/traição!
Em primeiro lugar quero deixar desde já muito claro que não acredito muito que hajam pessoas que não sejam ciumentas ou que pelo menos nunca tenham sentido ciúmes neste ou naquele momento.
Na minha opinião os motivos do ciúme podem ser dois: ou falta de confiança nas outras pessoas ou a auto-insegurança. Se fosse forçada a incluir-me num dos grupos, não teria dúvidas que me incluiria no grupo das pessoas que têm ciúmes por falta de segurança. Passo a explicar: salvo raras excepções, para mim é impensável estar numa relação minimamente séria sem que haja confiança. Talvez um dos meus erros é confiar demasiado na(s) outra(s) pessoa(s), e ao confiar nela(s) confio sobretudo que essa pessoa será sempre sincera, directa e correcta comigo. Isto porque a partir do momento que se comprometem a aceitar as minhas "condições" parto do principio que estão a ser verdadeiras e que posso mesmo confiar, sem sequer me questionar de futuro se há algo por trás (só se desconfiar de alguma coisa). Quem já esteve no papel “da outra pessoa” sabe que prefiro muito mais que sejam directos comigo e que não me escondam nada, só com o medo da reacção, do que eu vir a descobrir por outros meios qualquer tipo de traição ou mentira.
Talvez por este motivo é que me irrita só de pensar que possam sentir ciúmes ou desconfiança da minha pessoa, porque sei que nunca dei e espero nunca dar motivos para isso. Quando estou com alguém é realmente para valer.
Partindo se calhar, para outro ponto, confesso que me faz muita confusão, contudo não condeno a prática cada vez mais comum, da partilha do corpo ficando a parte emocional de fora. (Não vale a pena cuspir para o ar porque não sei até que ponto poderei ser vitima do que estou a dizer).
Agora, o que fazer se a pessoa de quem se gosta diz que apesar de gostar de nós, precisa de novos corpos, novos experiências físicas!? Eu só vejo duas hipóteses: respeitar e passar a viver com isso ou então discordar e cada um seguir o seu caminho.
É certo que cada vez se coloca mais dúvidas em relação há possibilidade do Homem ser monogâmico, mas continuo a dizer que só não se é se não se quiser. E não me venham com a conversa do cansaço ou da monotonia na relação. Temos o privilégio de sermos considerados seres racionais porque pensamos e temos a capacidade de raciocinar, assim sendo toca a pôr essas capacidades em prática e reinventar todos os dias a relação. Este é e será sempre o grande desafio, que pode ser alcançado por qualquer um.
Talvez agora fique mais claro e consiga clarificar o grande “problema” que muita gente resolveu ver na minha pessoa. Aqui fica mais uma vez explícito que realmente só irão ver esta menina a assumir uma relação quando me resolver a ser mais segura de mim própria e quando tiver a certeza que poderei confiar na outra pessoa.

2 comentários:

Ruben disse...

Vou aproveitar o facto de já ter sido a "outra pessoa" e de ser teu amigo para me pronunciar e dissertar sobre isto. Apesar de já ter passado algum tempo e dos tempos serem outros essa tua personalidade forte e vincada (que tu não vês) está sempre presente.Tu és mesmo assim. Admiro essa tua forma de seres sincera, directa e de confrontares as pessoas. Quando queres mesmo fazeres-te entender, não há cá floreados. Acho impressionante como desde o principio de tudo consegues abrir o jogo e inconscientemente assim incutir nas pessoas um sentimento de responsabilidade tal que só de se pensar que se pode falhar já dá medo...lol...essa tua forma de ser, pode mesmo assustar as pessoas porque quando queres consegues tirar e perceber todo o interior das pessoas e guardar para ti como trunfos.
Pode parecer patético, mas realmente és um dos meus orgulhos...

Pipoca disse...

Explicas-m pk n voltas a apanhar o rapaz orgulhoso?LOL (com todo o respeito, ants k m ponha algum processo ;P )