15 agosto 2007

Há pessoas com sorte...

Se ontem foi um dia estranho (não me ocorre outra palavra, passível de ser publicada neste digno espaço, para exemplificar o dia de ontem) o de hoje, teve uns contornos um tanto ou quanto esquisitos. Juro que ainda estou para perceber o que se passou hoje.
Depois daquele episódio fiquei na dúvida se sou mesmo uma grande totó ou se sou uma boa pessoa. Contudo, fiquei muito contente por ter a minha sinceridade e frontalidade sempre prontas para o que der e vier. Não disse tudo o que devia dizer, porque sou totó, mas pareceu-me que não fosse a melhor altura, porque sou boa pessoa. A única certeza que tenho é que se fosse abordada ontem, a história seria bem diferente. Mas enfim...fico à espera de mais desenvolvimentos, porque sei que haverá.

Coincidência? Não sei...mas parece que a titulo de reforço ao convite, fui presenteada pela Best..



Já lá vão uns 10 anitos...

É hoje...



...a estreia. O visionamento fica adiado para outro dia !

14 agosto 2007

Sei que sabes que sim

Sei que sabes que sim
E que para mim
És o mundo lá fora
Não há nada a fazer
Nem nada a dizer
Aqui e agora

Deixa à volta o mundo
Vai ser o que o tempo entender
Nem tu tens de o dizer
Só tens de o sentir
Se Sabes que Sim
e que para mim
És o mundo lá fora

Sei que és parte de mim
Estarás sempre aqui
Sei que não demoras
Não há nada a fazer
Nem nada a dizer
Aqui e agora

Olha para mim
Se estiveres a fim
Falamos depois
A qualquer hora

Olha para mim
Tudo tem um fim
Vemo-nos depois
Vemo-nos depois
[...]

12 agosto 2007

(In)Confidências



Os argumentos são sempre os mesmos, "Não tens idade para seres assim! "; "Deixa de pensar tanto nas coisas"; " Se não for agora quando chegares aos 40 é que vais fazer tudo?"...entre muitos mais.
Tal como os argumentos, as respostas são sempre as mesmas "Deixa lá, eu até quero ficar para tia"; " Quero estar sempre no grupo dos solteiros nas fotos de casamentos"; "Quando chegar aos 40? Estarei no auge". É certo que é algo a que procuro sempre "fugir" porque também acho que a situação não seja assim tão grave, como pensam, para que me andem sempre a bombardear com as mesmas coisas.
Como tudo na vida, apesar de querermos contornar algumas situações, há dias em que acabamos mesmo por tentar falar nelas a sério e quando os porquês são muitos as justificações têm mesmo que aparecer. Chamam-me independente, egoísta, inflexível só por não demonstrar desejo em deixar de ser uma pessoa no singular para passar a ser uma pessoa no plural. Será isto tudo ?

Eu - Achas que sim? Egoísmo? Bem, não sei...Se calhar até pode ser visto como tal. Medo de compromisso? Talvez. Afinal, o amor parece que por vezes, com certas pessoas, traz consigo uma espécie de alienação. Há pessoas que fazem questão de alimentar o ditado que o amor é cego entregam-se de uma forma tal que não vêem nada nem ninguém ao seu redor, é como se se perdessem de si, do seu espaço, do seu mundo. E se for por ai, tenho medo.
A. - Será que isso não tem a ver com o facto de seres filha única?
Eu - Não acho que isso tenha grande influência, ou mesmo nenhuma.
A. - Não digo que uma relação seja fácil. Partilhar sentimentos não é fácil e partilhar o espaço é ainda mais complicado. Se calhar não devia dizer isto,mas o pior de tudo é a perda da independência que levamos anos a adquirir.
Eu - Vês? Logo eu que não concebo a perda da independência, por pouca que seja. Se há coisa que me tira do sério é alguém querer ocupar um espaço que não autorizei a ser ocupado. Nunca disse que não queria ter alguém especial, mas se isso significar ficar sem liberdade, esquece! Se há coisa que não dá para aguentar é a namorada(o) a ligar a toda hora e a querer ocupar o lugar de toda a gente que está à nossa volta.
A.- ( Risos) Eu também dizia o mesmo.E continuo a dizer. Se calhar foi por ser tão liberta e despreocupada que deu no que deu. Mas também não estou arrependida. Antes isso do que ter tido o título de cola.
Eu- Pois, cenas de ciúmes , desconfianças, comigo não dá mesmo.
A.- Mas também não dês muita liberdade. Há que ter rédea curta. Com o tempo vais aprender.
Eu - Sou mesmo assim com as pessoas que me rodeiam, seja qual for a ligação que haja e chego a pensar acho que peco por dar tanta liberdade e confiança às outras pessoas. Prefiro desde sempre passar para os outros como têm de lidar comigo do que sujeitar-me a coisas que não suporto . Comigo não são precisas juras, nem alertar 500 vezes para isto ou aquilo. Ou levam a sério o que se pode repetir duas ou três vezes ou então azarecos! Isso é que era bom...
A. - (Risos) És demais, rapariga. Acredita, não há truques para a passagem do singular ao plural. Mas, como nos negócios, ajuda saber negociar. Não vale a pena apostar num projecto destes se a pessoa não está disposta a abdicar de alguns aspectos. Há que saber distinguir o essencial do acessório, investindo na reciprocidade. esse é o segredo.
Eu - Uiiii..mas que bem ! Vamos a ver é mesmo isso . Não sei ou não quero negociar.Sempre disse que não tinha poder de persuasão e nos negócios isso é preciso não é !?
A. - A minha profissão podia e devia ajudar nisso, mas parece que também não tem dado muito resultado (risos). Sabes que mais?! Com os meus anos de experiência e apesar de te conhecer há pouco tempo, acho que tens de acreditar muito mais em ti. Tens que ser honesta e realista contigo própria. És demasiado exigente contigo, em certas coisas, o que não é mau e isso reflecte-se na relação com os outros. Mas não mudes nisto.Para apostar numa relação, qualquer que seja o tipo de relação,não se pode reservar para si todos os medos ou insatisfações, assim a coisa é capaz de não resultar.
Eu - Hummm já percebi. Sabes que mais ? Por agora prefiro muito mais da personagem de tia, que vai aos casamentos de toda a gente e depois é reconhecida nas fotos como " Esta é tal tia poderosa, quarentona, de que te falei!"
A. - (Risos) Ai que a menina não presta ... Só mesmo tu !

Sei que não te importas desta partilha. Obrigada !

11 agosto 2007

Juras ...



Jura que a mais ninguém depois de mim,
Dirás palavras húmidas ao ouvido.
Tão húmidas que me fecham os olhos,
Tão húmidas que me molham o rosto.
E escorrem e param nos lábios,
Húmidas as palavras,
Beijando-os.
Jura que a mais ninguém depois de mim,
Soprarás nas mãos palavras eternas de tão ternas.
Tão ternas que se entrelaçam nos meus dedos,
Tão ternas que se cruzam com as minhas linhas.
E escritas e cravadas ficam,
Minhas as palavras,
Nas minhas mãos.
Jura que a mais ninguém depois de mim,
Dirás a palavra nunca,
A palavra sempre,
A palavra jamais.
Porque fechadas no meu peito,
Pertencem-me,
Amor e palavras.

Espera...não me jures nada disto! Não é preciso. Já tive as tuas palavras, as tuas ternuras, o teu corpo, talvez tenha tido de ti as melhores coisas que podia querer de alguém. Prometo-te agora que ficará para sempre em mim o que sinto por ti...

09 agosto 2007

Follow Through



Há dias em que a vontade de gritar aos sete ventos o que nos vai na alma é maior, hoje é um desses dias. Não vou gritar porque conservarei para sempre, da forma mais secreta possível, o que sinto . Guardarei só para mim porque tudo isto é valioso demais para correr o risco de se perder.

Posso sim dizer-te, só a ti, o que não disse a mais ninguém e se não for pedir muito...quero que fiques sempre por perto !

05 agosto 2007

Aviso

Lá porque é Agosto e porque não tenho dito nada isso não significa que esteja de FÉRIAS e muito menos que abandonei este meu cantinho!
Entre as idas á praia, o trabalhinho e as sessões de preguicite aguda,não tem restado muito tempo e confesso, nem muita vontade, para postar.
Mas fica aqui o aviso...

Regressarei assim que possivel e da melhor forma que puder!