08 maio 2007

Dilema


As estações do ano podem trazer consigo alguns “inconvenientes estéticos” para todos nós.
No meu caso específico, de Inverno, por mais que me apeteça andar com um ar mais alinhadinho, ou seja, de cabelinho esticado, a chuva e a humidade que anda no ar deita por terra quaisquer tipo de expectativas e tentativas nesse sentido.
Resultado: andar sempre desgrenhada e com estes caracóis desalinhados à vista de todos.

No Verão, o caso é diferente. Já é possível andar de cabelinho esticado (facto que se tem verificado nos últimos dias) mas, resolvido o problema do cabelo lá vem outro substituto.
A junção de dias de muito sol + calçada calcária de Lisboa + olhos claros = figuras tristes = andar sempre de cara engelhada a tentar proteger estes olhinhos dos raios de sol ou então andar a lacrimejar…
Sim…sei que uns óculos de sol poderiam resolver o problema, não fosse o pequeno pormenor dos óculos de sol graduados serem caros para burros!

Das duas uma; ou continuo a fazer figurinhas nestes dias solarengos ou então compro uns óculos de sol, mas claro sem serem graduados… (medo!!!)!
Bem, seja qual for a minha decisão fica aqui já o aviso.
Se por acaso alguém passar por mim nos próximos tempos, a mais de 10 metros de distância, e que me veja de óculos de sol e que não veja retribuído o cumprimento que me possam fazer, não levem a mal!

Têm que dar um desconto a esta pobre míope.

Trouble

Esta é daquelas assim ... ESPECIAIS !!!




(.........)

[ I never meant to cause you trouble,
I never meant to do you wrong,
Ahhh, well if I ever caused you trouble
Oh no I never meant to do you harm ]


(.........)

06 maio 2007

Amor Puro

Podia haver melhor dia para tratar deste assunto que não hoje, o Dia da Mãe?!
Afinal dizem que o amor de mãe é o único verdadeiro que se tem na vida (apesar de achar isso muito relativo) ! Saindo agora do universo do amor maternal...

Já há algum tempo que andava para publicar este texto , na minha opinião absolutamente genial , de Miguel Esteves Cardoso. Apesar de extenso, acho que vale a pena...


" Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro,
do amor cego,
do amor estúpido,
do amor doente,
do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso dá lá um "jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.
Tanto faz.
É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Não é para perceber.
O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma.
É a nossa alma a desatar.
A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso


P.S: Preplexidade e Introspecção, talvez sejam as melhores palavras pós leitura ! Realmente há coisas nas quais tropeçamos todos os dias mas que apesar do tropeço constante não as vemos (ou não queremos ver)...

O vosso dia

Flores para ti...

pelo carinho que tenho por ti ;
por tudo aquilo que representas;
pelos nossos risos,
pelas nossas lágrimas;
pela nossa amizade,
por eu te gostar tanto de ti...

Mummy, OBRIGADA !




05 maio 2007

Mais um

A fim de verificar como anda o meu vocabulário, achei que poderia ter alguma piada fazer este teste.

Resultado: 20 ponto(s) = bom vocabulário

Seu vocabulário está num nível mediano. Isso quer dizer que você é uma pessoa que lê e escreve com relativa perfeição. O meio em que você está em contato favorece-lhe no desenvolvimento de um vocabulário bom. Para melhorar ainda mais, procure ler textos mais cultos e a usar com maior frequência o dicionário para tirar as dúvidas.

Teste Seu Vocabulário.

04 maio 2007

Everything

Chamem-me "Disco Riscado"; "Repetitiva" ... o que quiserem!

Tal como em tudo na minha vida, quando eu gosto de algo ou de alguém nunca me privo de assumir esse gosto as vezes que forem necessárias.
E claro, Michael Bublé é mesmo uma "paixão" mais do que assumida !



Apesar do estilo ser bem diferente dos sons que nos habituou a ouvir vindos da sua voz, o efeito provocado em mim continua a ser o mesmo...um sorriso de encantamento extraordinário!

Este homem...enfim...eternamente especial ...

Parece-me uma boa banda sonora para desejar um BOM FIM-DE-SEMANA para todos !

03 maio 2007

O medo de gostar de ti...


E mais uma vez caiu a noite, como tantas outras.
Mas, ontem deixei-a chegar devagarinho, infiltrando-se em mim e em todos os espaços que me separam das coisas que me rodeiam.
Terá sido este o motivo das insónias?!
Não sei. Só sei que
Tenho medo de abrir os olhos.
Tenho medo deste sentimento que tive... saudades!
Tenho medo do que despertas em mim.
Tenho medo da própria paisagem que se "altera" quando tu te aproximas de mim.
Tenho medo porque me libertas de tudo que bloqueia.
Tenho medo porque me fazes sorrir e cantar mesmo que lá fora tudo esteja cinzento.
Tenho medo porque me roubas um sorriso, mesmo quando choro por dentro.
Tenho medo da intensidade que nos une.
Tento olhar para mim com um amontoado de possibilidades e mesmo de caminhos que talvez me possam fazer feliz e acreditar.
Mas não quero ver, tudo o que me pode fazer avançar.Não quero ouvir tudo o que me possas dizer para me levar á felicidade
Tal como aquelas noites que choro de felicidade e em simultâneo de dor e de medo!
E de novo admito que
Esta é mais uma das minhas fraquezas: O medo...
O medo de gostar de ti...
Querer acreditar em algo que nos una e, ao mesmo tempo, desejar nunca ter acreditado!

[ E mais uma vez este post é exclusivamente para ti ... aliás, como muita coisa em mim .. é só tua ]